Policia pernambucana indicia 7 pessoas pelo crime de homicidio dos tres Conselheiros de Poção

A policia de Pernambuco indiciou Sete pessoas pelo crime de homicídio que aconteceu, em fevereiro deste ano, e que resultou na morte dos Conselheiros Tutelares Daniel Farias, Carmen Lúcia Silva e Lindenberg Nóbrega, e da senhora Ana Rita Venâncio. As conclusões do inquérito policial foram divulgadas nesta segunda-feira (20), na cidade de Recife capital pernambucana.
 
Para a polícia, a oficial de justiça Bernadete de Lourdes Brito Siqueira Rocha, avó paterna da única sobrevivente da chacina – uma menina de 3 anos -, foi a mandante do crime, motivado pelo interesse na guarda da criança. “São dois motivos: primeiro a guarda da criança, que era uma disputa muito firme entre as duas famílias. E também desavenças, ameaças mútuas, inclusive agressões verbais e físicas“, diz o delegado Erick Lessa.
 
Bernadete teria recebido ajuda de um advogado que foi diretor da penitenciária de Arcoverde para contratar os executores. Também foi indiciado um homem que teria feito a ponte com os acusados de atirar nos Conselheiros e na Senhora. A polícia concluiu também quem foram os autores do crime — um deles está preso em Caruaru, no Agreste, e o outro está foragido. Outros dois homens deram suporte e facilitaram a fuga dos criminosos. Dos sete indiciados, apenas esse suspeito de ser um dos atiradores está foragido.
 
De acordo com a policia esse bárbaro crime foi vinha sendo planejado desde  2014. Na ocasião do crime, no dia 6 de fevereiro de 2015, três conselheiros tutelares e uma mulher de 62 anos, foram mortos no sítio Cafundó, em Poção. A única sobrevivente da chacina foi a criança de três anos.
A avó paterna também é acusada de ter matado a mãe da criança por envenenamento, em dezembro de 2012. Bernadete Rocha teria pago R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais) pelo crime, e tinha ainda a intenção de matar todos os parentes maternos que pudessem impedi-la de ficar com a guarda da neta, de acordo com a investigação, que foi concluída em pouco mais de dois meses.
O Ministério Público de Pernambuco vai oferecer a denúncia ao Judiciário. O destino da criança ainda não foi definido. Aquela criança presenciou as quatro mortes e, esteve, até a chegada da Polícia Miltiar e do Samu, imóvel, abraçada ao corpo da avó. Ela precisa de proteção do estado, de assistencia familiar, mas isso será verificado oportunamente“, detalhou a promotora de Justiça Ana Clézia Ferreira Nunes.
Os sete acusados responderão por quatro homicídios duplamente qualificados e podem pegar até 210 anos de prisão. O pai da criança, que chegou a ser preso por suspeita de envolvimento com o crime, não foi indiciado. A investigação acredita que ele foi envolvido no crime pela própria mãe, mas não sabia de nada.
Fonte: Com Informações do G1/PE

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