Conselheiros tutelares rondoniense aderem à paralisação e relatam ameaças

Conselheiros tutelares de Rondônia aderiram a paralisação nacional nesta ultima quinta-feira (12). Os Conselhos Tutelares de Porto Velho em manifestação realizada em frente à sede do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RO), os profissionais relataram ameaças sofridas diariamente durante o exercício das funções e reivindicaram providências ao poder público para a elaboração de uma política de proteção à vida.

Para a conselheira Francisca, o caso dos profissionais mortos em Pernambuco deixa claro o desvio de função que acontece também em Rondônia e outros estados. Segundo ela, os conselheiros mortos em serviço foram cumprir mandado de busca e apreensão, serviço que é papel do oficial de Justiça. “Mas como o juiz determinou, eles foram lá e perderam a vida“, lamenta.

Ameaças constantes

No protesto, os conselheiros relataram episódios de ameaças sofridas durante o trabalho, segundo eles, muitas vezes por falta de estrutura e de segurança. É o caso de Elaídia dos Santos, que atua em Jacy-Paraná e já chegou a ser ameaçada com foice. Ao verificar uma denúncia recebida pelo conselho, um rapaz de aparentemente de 21 anos foi perguntar o que a conselheira queria, com a arma em punho. “As pessoas não entendem que estamos apenas cumprindo a decisão de juiz, pensam que vamos prendê-los“, explica.

Já os conselheiros Sebastiana de Menezes e Joel Garcia foram ameaçados por adolescentes acolhidos.

Uma adolescente de 13 anos disse que pode passar 100 anos no abrigo, mas quando sair de lá me matará e também minha família“, relata Sebastiana. Joel ouviu de um jovem detido durante uma operação nos bares da capital que seria morto por ele.

O portal G1- Rondônia relatar no site que TJ-RO adiantou ao portal que as reinvidicações dos conselhos tutelares serão encaminhadas à Corregedoria-Geral para que o órgão possa estudar a melhor forma de levar o pedido aos juízes que atuam nos Juizados da Infância e da Juventude em Rondônia.

Paralisação no interior do estado

O Conselho Tutelar Guajará-Mirim aderiu ao movimento nacional. Os servidores fecharam a sede do Conselho Tutelar, mas trabalharão normalmente para atender os casos de emergências.

O Conselho Tutelar de Ariquemes comunicou que fará um ato em homenagem aos profissionais mortos em Pernambuco na sexta-feira. Os funcionários vestirão preto em protesto e apoio aos conselheiros mortos em Pernambuco e colocarão uma faixa preta no edifício do Conselho.

O Conselho Tutelar de Ji-Paraná, o atendimento ao público foi suspenso na quinta (12). Ficando apenas atendimentos de plantão. Segundo a conselheira Leandra Brito, o expediente volta ao normal nesta sexta-feira (13).

O Conselho Tutelar de Vilhena também aderiram à paralisação nacional. E de acordo com Suzana Martins da Silva, as servidoras se vestiram de preto como forma de luto e mantiveram os minutos de silêncio como forma de homenagear os conselheiros mortos em Pernambuco. As atividades do Conselho é retomadas nesta sexta (13).

O Conselho Tutelar de Cacoal (RO) se juntaram ao restante do Brasil e se vestiram de preto. “Nós estamos aqui para garantir o direito de nossas crianças e não temos o poder de polícia. Não podemos interferir na educação dos filhos, isso é dever dos pais. Nos zelamos pela saúde, educação e tudo que é de direito da criança“, explicou a conselheira Marilande Alves. No município, o órgão é composto por cinco conselheiros, uma assistente social, um psicólogo, dois motoristas, uma secretária e uma zeladora.

Fonte: Com informação G1.com
 

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